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Risco de crise nos EUA: fundos de crédito ameaçam sistema financeiro


EUA

Nos Estados Unidos cresce a preocupação com o crédito privado e há quem fale num novo “subprime”. É já uma indústria de biliões de dólares, com pouca supervisão, a financiar empresas. A guerra no Irão agravou o risco e há empresas com dificuldades em pagar.

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O private credit, ou em português os fundos de crédito privado, surgiram em força depois da crise de 2008. Operam fora do sistema bancário tradicional e não estão sujeitos às mesmas regras que os bancos.

“É uma forma de emprestar dinheiro de forma privada, ou seja, (…) é investir numa empresa que está privada, que não é cotada”, explica João Moreira Rato, gestor de empresas.

Os investidores podem ser fundos de pensões, seguradoras, fundos que gerem fortunas familiares e até pessoas com literacia financeira elevada.

Os fundos norte-americanos Apollo, Blackstone, Blue Owl e Ares Management tiveram de limitar os pedidos de resgate. Em causa estão empréstimos de dois a três biliões de dólares.

O dinheiro foi emprestado a empresas de inteligência artificial e software e o pico ocorreu durante a pandemia com o boom da IA, mas o que poderá vir a ser um problema foi o facto de os bancos terem emprestado dinheiro aos fundos e desses mesmos empréstimos terem sido sobrevalorizados.

Nos Estados Unidos, cresce o receio de uma crise e de um possível contágio ao sistema financeiro. Devido à guerra, já é quase certa uma subida das taxas de juro e os custos com a energia também pesam.

A taxa de incumprimento está a subir e segundo a Fitch está perto dos 10%.

O CEO do JP Morgan Chase, um dos maiores bancos dos Estados Unidos, veio dizer que as perdas do crédito privado podem ser maiores do que o esperado. Depois destas declarações, recuou e disse que “o crédito privado provavelmente não representa um risco sistémico”.



SIC Noticias

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