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Podcast
Com um percurso construído na banca e na indústria, onde chegou ao topo, Sandra Santos, CEO da Logoplaste, combina rigor financeiro, sensibilidade humana e experiência operacional no currículo. Neste episódio fala da frustração do líder que percebe que “nem todos querem ser promovidos” e dos desafios de liderar a transformação da indústria em Portugal. É a convidada deste episódio do podcast “O CEO é o limite”
Nem todos os líderes são moldados em salas de reunião. Alguns são construídos no terreno, na exigência e e na tomada de decisões críticas. Sandra Santos, a atual CEO da Logoplaste, é um desses casos. Licenciada em Gestão pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto, construiu um percurso pouco comum no universo empresarial português. Iniciou a carreira no antigo Banco Espírito Santo, onde aprendeu “resiliência” e a decidir “em situações de risco, sem ter certezas”.
Da banca passou para a indústria – na BA Glass – e encontrou aí o espaço onde se afirmaria como uma das gestoras mais sólidas da sua geração. Ao longo de 26 anos na empresa percorreu praticamente todas as áreas-chave do negócio — do controlo de gestão, às finanças, recursos humanos, supply chain, operações industriais e liderança internacional — até chegar a CEO.
Durante uma década na liderança da BA Glass, Sandra liderou uma profunda transformação na empresa que triplicou o volume de negócios e reforçou a sua presença internacional. Em 2025 assumiu a liderança da Logoplaste, uma das maiores multinacionais portuguesas, com dezenas de fábricas em vários continentes. Sandra Santos diz que nunca sentiu “necessidade de provar nada”, mas sim necessidade de gostar muito daquilo que faz.
Sandra Santos, CEO da Logoplaste, durante a gravação do podcast “O CEO é o limite”
José Fonseca Fernandes
A CEO da Logoplaste admite que sempre foi “muito exigente” consigo própria, mas também com as suas pessoas, admite. Com o tempo, percebeu algo que muitos líderes demoram a aceitar: “Nem toda a gente quer progredir”. E reconhece até a frustração do líder nessas situações: “Houve muitas pessoas que quis promover e não queriam ser promovidas”, recorda. Para Sandra Santos, uma boa equipa não é feita de clones do líder, mas de pessoas diferentes, com motivações distintas, capazes de contribuir de formas diversas.
Na conversa, a gestora deixa ainda uma visão crítica sobre o país e sobre o futuro das empresas. Defende que “o problema das empresas portuguesas é falta de coragem”, não apenas para tomar decisões, mas dos líderes, para se rodearem das pessoas certas para as tomar. Sobre transformação e inovação, deixa um princípio simples: “Uma transformação que não melhora em nada a vida das pessoas nunca será bem entendida nem aceite por elas”.
Cátia Mateus podcast O CEO é o limite
O CEO é o limite é o podcast de liderança e carreira do Expresso. Todas as semanas a jornalista Cátia Mateus mostra-lhe quem são, como começaram e o que fizeram para chegar ao topo os gestores portugueses que marcaram o passado, os que dirigem a atualidade e os que prometem moldar o futuro. Histórias inspiradoras, contadas na primeira pessoa, por quem ousa fazer acontecer.
Se tem histórias de liderança inspiradora para partilhar connosco, um líder que marcou o seu percurso profissional, dúvidas de carreira ou temas que gostasse de ver tratados neste podcast, envie-nos um e-mail para oceoeolimite@expresso.impresa.pt. Queremos saber de si.
