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“Todos temos um lugar no mundo”: associação combate preconceito com estágios para pessoas com deficiência


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A dificuldade em encontrar um emprego continua a ser um dos principais desafios na vida adulta das pessoas com deficiência. Em Lisboa, há uma associação que decidiu combater o preconceito com pequenos estágios em profissões que vão desde a restauração à pecuária.

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É a primeira vez que Nuno Aleixo de 44 anos está tão perto de cabras. No curral, reflete nos animais aquilo que sente.

Aqui há muito trabalho para ser feito por estes seis utentes do Centro Júlia Moreira, que pertence à Associação de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental de Lisboa. Têm de alimentar as cabras, limpar a sala de ordenha, ajudar a separar os animais e até identificar os cabritos.

O projeto “Todos temos um lugar no mundo” começou em fevereiro e termina no final de maio. Quase todas as semanas, os utentes, pessoas com deficiência mental, têm oportunidade de experimentar diferentes áreas de trabalho.

Maria Veríssimo tem 31 anos e aprendeu uma receita nova. Todo o processo a torna mais feliz. Agora quer trabalhar numa pizzaria. Nesta experiência, Maria está acompanhada por Diogo, Augusto e Joi. Durante uma manhã, assumem o comando da cozinha de uma pizzaria no centro de Lisboa, muito movimentada.

É objetivo da associação mostrar que alguns dos 250 utentes estão aptos para trabalhar. De acordo com os últimos dados, em 2024, a taxa de desemprego de longa duração de pessoas com deficiência era de quase 55% A maioria tinha 45 ou mais anos.

A falta de trabalho afeta o rendimento, mas também a autonomia, a saúde mental e a inclusão. O projeto deverá ser alargado a mais áreas de trabalho. A associação conta também com um café na Ajuda, em Lisboa, onde os trabalhadores são os utentes.



SIC Noticias

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