O município de Valongo, distrito do Porto, foi esta segunda-feira distinguido com o prémio IPIC25 (Índice da Presença na Internet das Câmaras Municipais), ao liderar o ranking global, de 2025, da presença na Internet de todos os municípios portugueses.
Reprodução Câmara Municipal de Valongo
Promovido pela Agência para a Reforma Tecnológica do Estado (ARTE) em colaboração a Universidade do Minho (UMinho) e a Universidade das Nações Unidas — Unidade Operacional em Governação Eletrónica (UNU-EGOV), o 13º estudo IPIC, que, desde 1999, se realiza de dois em dois anos, foi apresentado na UNU-EGOV, em Guimarães, distrito de Braga.
A sessão teve a presença de Ricardo Santos, representante da ARTE, de Luís Amaral, da UMinho e de Delfina Soares, da UNU-EGOV.
Em segundo lugar no ranking global da presença na Internet ficou o município de Águeda, distrito de Aveiro, e em terceiro a câmara de Coimbra, que não se fez representar na cerimónia, que também juntou dezenas de representantes de autarquias locais.
Receberam ainda menções honrosas os municípios que ficaram entre o quarto e o décimo lugar no ranking global, por esta ordem: Porto de Mós (distrito de Leiria), Braga, Porto, Sabrosa (Vila Real), Murça (Vila Real), que venceu o ranking de 2023, Cascais e Proença-a-Nova (Castelo Branco).
No evento foram também atribuídos prémios e menções honrosas por critérios usados na realização do IPIC25.
No critério “conteúdos-tipo e atualização”, Valongo liderou, seguido dos municípios de Odemira (Beja), Porto, Resende (Viseu) e Sabrosa.
Quanto à “acessibilidade, navegabilidade e facilidade de utilização”, Valongo voltou a liderar, com Murça e Vila do Conde (Porto), em segundo e terceiro lugares, respetivamente.
Nos “serviços online” foi o município de Águeda a liderar, seguido de Proença-a-Nova e de Ourém (Santarém).
Quanto à “participação”, Valongo liderou também este critério, à frente dos municípios de Porto de Mós e de Coimbra.
Segundo os responsáveis pela edição do IPIC25, houve uma “estabilização” da maturidade digital dos municípios.
Um “aspeto positivo é a subida do valor mínimo registado, o que sinaliza um estreitamento do fosso entre os municípios com pior desempenho e uma maior uniformização dos patamares mínimos de qualidade”.
De acordo com as conclusões apresentadas, “há avanços consolidados na compatibilidade tecnológica e na descoberta de informação, mas há recuos ou estagnação noutros indicadores fundamentais para os utilizadores”.
“Na prestação de serviços, há melhorias significativas na autenticação, mas a diversidade de meios de pagamento eletrónico é quase inexistente e a avaliação completa dos serviços é dificultada pela falta de acesso a áreas reservadas”, concluíram os investigadores.
O critério da “participação” registou o seu valor médio mais elevado desde 2016, impulsionado pela presença nas redes sociais e transparência de dados.
O IPIC25 diz que persistem “falhas na criação de espaços de discussão e auscultação e na divulgação dos processos participativos, o que limita o envolvimento dos cidadãos e das comunidades”.
“Continua a ser evidente a necessidade de uma maior aposta na prestação de serviços online e no desenvolvimento de ferramentas e iniciativas que fomentam a participação eletrónica e o envolvimento do cidadão”, indica ainda as conclusões do estudo.
Os investigadores sublinham que se “podem melhorar as questões da acessibilidade e da inclusão, para o que contribuirão a disponibilização de ferramentas ao nível central, os princípios do mosaico e a articulação com o gov.pt”.
